A comida orgânica não é mais benéfica à saúde, comparada com a comida produzida convencionalmente, de acordo com um recente estudo. Pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, Inglaterra, realizaram um levantamento com 162 artigos científicos publicadas nos últimos 50 anos, que mostrou que não existe uma diferença tão grande entre o alimento orgânico e o normal.
Os pesquisadores afirmam que consumidores pagam preços maiores pela comida orgânica porque acreditam que ela traz benefícios à saúde.
“Foi encontrada uma pequena diferença entre conteúdos de nutrientes entre produtos alimentícios produzidos convencionalmente e organicamente”, afirma Alan Dangour, um dos autores do estudo. De acordo com Dangour, a diferença é tão pequena que não chega a ter relevância pública. “O estudo mostra que não há evidência que apóie a seleção de alimentos orgânicos com base na superioridade orgânica”, afirma o pesquisador.
Peter Melchett, director da Associação de Solos Britânica, que promove a agricultura orgânica, afirma estar decepcionado com as conclusões dos autores do estudo. Ele critica a metodologia utilizada na pesquisa, que, de acordo com ele, levou os pesquisadores a classificar alguns benefícios nutricionais como “desimportantes”.
Há muito debate sobre se o alimento orgânico é realmente melhor do que os convencionais. Alguns estudos chegaram à conclusão de que alimentos orgânicos são mais nutritivos e fazem bem ao solo onde são plantados, enquanto outros afirmam que eles não são mais benéficos à saúde do que os convencionais, e que não há evidências de que a comida orgânica é melhor do que alimentos cultivados com pesticidas e adubos químicos.
Para os seres humanos, a dúvida certamente continua. Para as moscas da fruta, no entanto, já temos uma resposta: os orgânicos são melhores.
Por que os alimentos orgânicos são melhores?
A descoberta seguiu a teoria da estudante de ensino fundamental Ria Chhabra, que ouviu seus pais discutindo sobre o valor dos alimentos orgânicos e se inspirou nisso para criar um projeto de feira de ciências para tentar resolver o debate.
Três anos mais tarde, Ria não só levantou algumas questões provocativas sobre os benefícios para a saúde de uma alimentação orgânica, como também ganhou, aos 16 anos de idade, prêmios importantes em uma competição nacional de ciência, além da publicação de sua pesquisa em uma revista científica respeitada e o uso privilegiado de um laboratório universitário normalmente reservado para estudantes de graduação.
Seu estudo monitorou os benefícios de saúde de alimentos orgânicos paraDrosophila melanogaster, a mosca da fruta, monitorando os efeitos de dietas orgânicas e convencionais nos insetos.
Em quase todas as medidas, incluindo fertilidade, resistência ao estresse e longevidade, as moscas que se alimentavam de bananas e batatas orgânicas se saíram melhor do que aquelas que comeram produtos convencionalmente cultivados.
Embora os resultados não possam ser diretamente extrapolados para a saúde humana, a pesquisa abre caminho para estudos adicionais sobre os benefícios relativos à saúde dos alimentos orgânicos em relação aos cultivados convencionalmente.
Modelos da mosca da fruta são muitas vezes utilizados em estudos porque o seu tempo de vida curto permite que os cientistas avaliem uma variedade de efeitos biológicos básicos ao longo de um período relativamente pequeno de tempo, e os resultados fornecem pistas para uma melhor compreensão das doenças e processos biológicos em seres humanos.
A diferença nos resultados entre as moscas alimentadas com as dietas diferentes poderia ser devido aos efeitos de pesticidas e fungicidas em alimentos convencionais, ou pode ser devido a um maior nível de nutrientes no produto orgânico.
Uma ideia intrigante levanta a questão de saber se as plantas organicamente cultivadas produzem compostos naturais para repelir pragas e fungos, e se esses compostos oferecem benefícios adicionais de saúde para moscas, animais e seres humanos que consomem alimentos orgânicos. “Não existem dados concretos sobre isso, mas é algo que eu gostaria de aprofundar”, disse o Dr. Bauer.
Tendencia quanto aos transgênicos.
O que são os transgênicos, afinal?
A verdade é que os alimentos transgênicos têm sido estudados intensamente, mas parecem muito incompreendidos pelo sociedade em geral. As maçãs de que falamos foram modificadas com genes de Granny Smith e Golden Delicious (variedades de maçãs) para suprimir a enzima que causa o escurecimento da fruta.
Os biólogos também introduziram genes para fazer as macieiras mais resistentes a herbicidas. Essas características já dominam os mais de 430 milhões de hectares de culturas de alimentos geneticamente modificados que foram plantadas em todo o mundo. Os cientistas estão trabalhando em variedades que sobrevivem a outras doenças, secas e inundações também.
Então, o que, exatamente, é que os consumidores têm a temer? Resposta: muito pouco, ou quase nada. Vamos a alguns mitos que muita gente acredita, para explicar porque eles não representam o perigo que todo mundo acha:
1. Dizem que a engenharia genética é uma tecnologia radical
Os seres humanos têm manipulado os genes de alimentos há muitos milênios por reprodução seletiva plantas com características desejáveis. Sim: praticamente todas as nossas culturas alimentares foram geneticamente modificadas de alguma forma. Nesse sentido, os transgênicos não são radicais em tudo, ou pelo menos não tanto quanto parecem. Sua técnica, em essência, não difere drasticamente dessa busca tradicional por vegetais melhores.
Veja como funciona a produção de transgênicos: os cientistas extraem um pouco de DNA de um organismo, modificam ou fazem cópias dele, e então o incorporam no genoma da mesma espécie ou de uma outra. Eles fazem isso ou por meio de bactérias para entregar o novo material genético, ou atirando pequenas pelotas de metal revestidas de DNA em células de plantas, meio como uma arma carregada de genes. Enquanto os cientistas não podem controlar exatamente onde esse DNA que vem de fora vai parar, eles podem repetir a experiência até finalmente obter um genoma com a informação certa no lugar certo – fazendo assim o alimento mais perfeito possível.
Esse processo permite uma maior precisão para a agricultura. Peggy G. Lemaux, um biólogo da Universidade da Califórnia (EUA), explica que “com os transgênicos, sabemos qual é a informação genética que estamos usando, sabemos para onde vai no genoma, e podemos ver se ele está perto de um alérgeno ou uma toxina. E isso não é verdade quando você cruza diferentes variedades no processo tradicional de plantação. Sem a ajuda da genética, o processo se transforma em uma loteria.
2. Dizem que os transgênicos são muito novos para sabermos se são de fato perigosos
Depende de como você define “novo”. As plantas geneticamente modificadas apareceram pela primeira vez em laboratório em meados coincidido a década de 80 e se tornaram um produto comercial em 1994. Desde então, mais de 1.700 estudos de segurança a respeito desses alimentos já foram publicados, incluindo cinco longos relatórios do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA, que incidem sobre a saúde humana e a saúde do meio ambiente também. O consenso científico é que os transgênicos existentes não são mais ou menos arriscados do que as culturas convencionais. São apenas diferentes.
3. Dizem que os agricultores não podem replantar as sementes geneticamente modificadas
Os chamados exterminadores de genes, que podem tornar as sementes estéreis, nunca de fato saíram do escritório de patentes na década de 1990. As empresas de sementes exigem que os agricultores assinem acordos que proíbem a replantação a fim de garantir as vendas anuais, mas Kent Bradford, um cientista botânico na Universidade da Califórnia, garante que os produtores comerciais de grande porte normalmente não guardam sementes de qualquer maneira. O milho é um híbrido de duas linhas da mesma espécie, de modo que suas sementes não passam traços para a próxima geração. Sementes de algodão e de soja poderiam ser salvas, mas a maioria dos agricultores não se incomoda com isso. O motivo, segundo Bradford, é bem simples: a qualidade da semente deteriora, o que faz com que essa prática não seja rentável.
4. Dizem que nós simplesmente não precisamos de alimentos transgênicos, porque existem outros tipos de alimentos
Ok. Os transgênicos provavelmente não vão resolver sozinhos TODOS os problemas alimentares do mundo. Mas com as mudanças climáticas e o crescimento da população ameaçando o abastecimento de alimentos, culturas geneticamente modificadas poderiam aumentar significativamente a produção alimentar. “Os transgênicos são apenas uma ferramenta para garantir a segurança alimentar do planeta quando tivermos mais dois bilhões de habitantes até 2050″, diz Pedro Sanchez, diretor de Agricultura e Alimentação da Central de Segurança do Instituto da Terra da Universidade Columbia (EUA). Ele reforça que os transgênicos não são a única resposta, mas com certeza são um apoio essencial que não pode ser ignorado.
5. Dizem que os transgênicos causam alergias, câncer e outros problemas de saúde
Muitas pessoas se preocupam que a engenharia genética introduza proteínas perigosas, especialmente alérgenos e toxinas, na cadeia alimentar. É uma preocupação razoável porque, teoricamente, é possível que um novo gene possa expressar uma proteína que provoque uma resposta imune. É por isso que as empresas de biotecnologia consultam o departamento de alimentos dos governos sobre potenciais alimentos transgênicos e realizam uma extensa bateria de testes sobre sua alergia e toxicidade. Se o produto não for seguro, o governo pode simplesmente proibi-lo de ser comercializado.
6. Dizem que todas as pesquisas sobre os transgênicos foram financiadas pela Big Ag
Vamos começar do começo. A “Big Ag” é um complexo de 6 grandes empresas que são as responsáveis pela produção de 3/4 dos pesticidas utilizados em todo o mundo. São elas: Monsanto, Syngenta, Dow AgroSciences, DuPont, Bayer e BASF. As 5 primeiras dessa lista também vendem mais da metade das sementes utilizadas no mundo todo por agricultores – o que naturalmente inclui uma leva de sementes geneticamente modificadas. Com toda essa abrangência – e interesse direto na questão dos transgênicos – é normal que as teorias da conspiração acreditem que o grupo financie as pesquisas para esconder uma verdade obscura e superpolêmica.
Mas isso simplesmente não é verdade. Durante a última década, centenas de pesquisadores independentes publicaram estudos de segurança e revisão de levas e mais levas de alimentos transgênicos. Pelo menos uma dúzia de grupos médicos e científicos em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde e a Associação Americana para o Avanço da Ciência, afirmaram que os alimentos transgênicos atualmente aprovados para o mercado são totalmente seguros.
7. Dizem que culturas geneticamente modificadas exigem que os agricultores façam uso excessivo de pesticidas e herbicidas
Essa afirmação requer um pouco de análise. Dois transgênicos relevantes dominam o mercado atualmente. O primeiro permite que as culturas expressem uma proteína a partir da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), que é tóxica para determinados insetos. Esse também é o ingrediente ativo em pesticidas utilizados pelos agricultores orgânicos. E, pasme: os alimentos cultivados com Bt têm exigido um uso drasticamente reduzido de inseticidas químicos em algumas regiões, segundo Bruce Tabashnik, entomologista da Universidade do Arizona (EUA).
O segundo permite que produção tolere o herbicida glifosato, para que os agricultores possam pulverizar campos inteiros e ainda matar apenas as ervas daninhas. O uso do glifosato tem subido nos EUA uma vez que estes transgênicos foram introduzidos em 1996. Mas o glifosato é um dos mais leves herbicidas disponíveis, com uma toxicidade 25 vezes menor do que a cafeína, por exemplo. Seu uso tem diminuído a dependência de alternativas mais tóxicas, como a atrazina.
8. Dizem que os transgênicos criam superinsetos e superervas daninhas
Se os agricultores usam apenas e confiam cegamente no Bt ou no glifosato, então a resistência a pesticidas é inevitável, segundo Tabashnik. Isso é análogo a antibióticos, que criam bactérias mais resistentes a eles com seu uso excessivo. É um problema crescente, que tem uma solução: a prática de manejo integrado de pragas, que inclui a rotação entre culturas. O mesmo vale para qualquer tipo de agricultura, não só a transgênica.
9. Dizem que os transgênicos prejudicam espécies de insetos benéficos
Isso foi em parte desmentido. Os inseticidas Bt se anexam a proteínas encontradas nos intestinos de alguns insetos, matando espécies selecionadas. Para a maioria dos insetos, um campo de culturas Bt é mais seguro do que um pulverizado com um inseticida que mata indiscriminadamente.
Mas as borboletas monarcas produzem as mesmas proteínas como uma das pragas-alvo da Bt, e um experimento de laboratório feito em 1999 na Universidade Cornell (EUA) mostrou que alimentar larvas com serralha revestida em pólen do milho Bt poderia matá-las. Cinco estudos publicados em 2001, no entanto, descobriram que as monarcas não estão expostas a níveis tóxicos de pólen Bt em estado selvagem. Em 2012, um estudo realizado pelas Universidades de Iowa e de Minnesota sugeriu que glifosato resistente a transgênicos é o responsável pelo recente declínio populacional monárquico. O herbicida da serralha (única fonte de alimentos das larvas) mata dentro da cultura e nas imediações onde é aplicado.
10. Dizem que genes modificados se espalham para outras culturas e plantas silvestres, derrubando o ecossistema
A primeira parte certamente poderia ser verdade: plantas trocam material genético o tempo todo por meio de pólen, que carrega seu DNA – incluindo quaisquer possíveis trechos geneticamente modificados. Mas, de acordo com Wayne Parrott, geneticista na Universidade de Georgia (EUA), o risco para fazendas vizinhas é relativamente baixo. Para começar, é possível reduzir a chance de polinização cruzada pelo escalonamento do calendário de plantio, de modo que os campos polinizam durante diferentes intervalos de tempo.
Agricultores que trabalham com a cultura de transgênicos adjacente a campos orgânicos já fazem isso. E se algum pólen transgêncio florescer em um campo orgânico, não vai necessariamente anular o estatuto orgânico. Mesmo os alimentos que carregam o rótulo de não transgênicos podem ser 0,5% transgênicos em peso seco.
Descrição
Os transgênicos, estão por toda parte – basta procurar o símbolo que caracteriza estes produtos impressa nas embalagens de alimentos - um T preto, envolto em um triângulo amarelo. Sugestão: colocar a foto do T no triângulo.
Apesar disso, muitas pessoas ainda desconhecem o que, exatamente, significa um alimento ser transgênico – no Brasil são autorizadas as culturas de soja, milho, algodão e feijão – assim como suas consequências para a saúde. Por isso, esclarecemos para você as principais dúvidas que existem em relação ao tema.
Uma boa notícia dentro desse assunto tão polêmico é que, ao contrário de nosso teste em 2012, desta vez não encontramos milho ou soja transgênico em nenhum dos 40 produtos que avaliamos. Entretanto, ressaltamos que se trata de um resultado pontual, pois se refere aos lotes específicos dos produtos inspecionados, abaixo.
A letra "T” (como na imagem acima) deve estar impresso em rótulos que tenham 1% ou mais de matéria-prima geneticamente modificada.
O que é um OGM?
OGM, ou Organismo Geneticamente Modificado, é toda entidade biológica cujo material genético foi alterado artificialmente por alguma técnica de engenharia genética. A tecnologia, usada para criar plantas geneticamente modificadas para o cultivo de alimentos, permite que genes individuais selecionados sejam transferidos de um organismo para outro, até mesmo entre espécies não relacionadas.
Transgênicos e OGM são a mesma coisa?
Não exatamente. Todos os transgênicos são OGM, mas nem todos os OGM são transgênicos. Quando inserimos num organismo um gene que pertence a outra espécie para melhorar as características desse organismo, criamos um transgênico.
Por outro lado, se introduzimos num organismo um gene que já pertenceu a essa mesma espécie, mas que por razões evolutivas esse gene se perdeu, criamos um OGM, que, assim, não é considerado um transgênico.
Alimentos com ingredientes transgênicos trazem riscos à saúde?
Pela ausência de estudos de longo prazo e totalmente independentes, ainda não há uma resposta definitiva para essa pergunta. Mas pesquisas apontam, sim, malefícios à saúde. Quem consome alimentos transgênicos está mais sujeito a alergias, à resistência bacteriana, devido à redução da eficácia de medicamentos à base de antibióticos, e ao aumento de resíduos tóxicos.
Quais são os OGM aprovados no Brasil e quem os produz?
As culturas autorizadas no Brasil são soja, milho, algodão e feijão. Elas são produzidas quase que exclusivamente por um pequeno grupo de indústrias de biotecnologia que domina a produção de sementes, agrotóxicos e fármacos: Monsanto, Basf, Bayer, Du Pont e Syngenta (entre outras).
O Ministério da Agricultura é o órgão que responde pela autorização e pela fiscalização no país, após aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
Como consigo saber se estou ingerindo um alimento geneticamente modificado?
É preciso ficar, literalmente, de olho nas embalagens, a fim de identificar o “T” que indique que o produto contenha mais de 1% de matéria-prima geneticamente modificada. O consumidor deve ser informado, ainda, sobre a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.
A comida orgânica não é mais benéfica à saúde, comparada com a comida produzida convencionalmente, de acordo com um recente estudo. Pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, Inglaterra, realizaram um levantamento com 162 artigos científicos publicadas nos últimos 50 anos, que mostrou que não existe uma diferença tão grande entre o alimento orgânico e o normal.
Os pesquisadores afirmam que consumidores pagam preços maiores pela comida orgânica porque acreditam que ela traz benefícios à saúde.
“Foi encontrada uma pequena diferença entre conteúdos de nutrientes entre produtos alimentícios produzidos convencionalmente e organicamente”, afirma Alan Dangour, um dos autores do estudo. De acordo com Dangour, a diferença é tão pequena que não chega a ter relevância pública. “O estudo mostra que não há evidência que apóie a seleção de alimentos orgânicos com base na superioridade orgânica”, afirma o pesquisador.
Peter Melchett, director da Associação de Solos Britânica, que promove a agricultura orgânica, afirma estar decepcionado com as conclusões dos autores do estudo. Ele critica a metodologia utilizada na pesquisa, que, de acordo com ele, levou os pesquisadores a classificar alguns benefícios nutricionais como “desimportantes”.
Há muito debate sobre se o alimento orgânico é realmente melhor do que os convencionais. Alguns estudos chegaram à conclusão de que alimentos orgânicos são mais nutritivos e fazem bem ao solo onde são plantados, enquanto outros afirmam que eles não são mais benéficos à saúde do que os convencionais, e que não há evidências de que a comida orgânica é melhor do que alimentos cultivados com pesticidas e adubos químicos.
Para os seres humanos, a dúvida certamente continua. Para as moscas da fruta, no entanto, já temos uma resposta: os orgânicos são melhores.
Por que os alimentos orgânicos são melhores?
A descoberta seguiu a teoria da estudante de ensino fundamental Ria Chhabra, que ouviu seus pais discutindo sobre o valor dos alimentos orgânicos e se inspirou nisso para criar um projeto de feira de ciências para tentar resolver o debate.
Três anos mais tarde, Ria não só levantou algumas questões provocativas sobre os benefícios para a saúde de uma alimentação orgânica, como também ganhou, aos 16 anos de idade, prêmios importantes em uma competição nacional de ciência, além da publicação de sua pesquisa em uma revista científica respeitada e o uso privilegiado de um laboratório universitário normalmente reservado para estudantes de graduação.
Seu estudo monitorou os benefícios de saúde de alimentos orgânicos paraDrosophila melanogaster, a mosca da fruta, monitorando os efeitos de dietas orgânicas e convencionais nos insetos.
Em quase todas as medidas, incluindo fertilidade, resistência ao estresse e longevidade, as moscas que se alimentavam de bananas e batatas orgânicas se saíram melhor do que aquelas que comeram produtos convencionalmente cultivados.
Embora os resultados não possam ser diretamente extrapolados para a saúde humana, a pesquisa abre caminho para estudos adicionais sobre os benefícios relativos à saúde dos alimentos orgânicos em relação aos cultivados convencionalmente.
Modelos da mosca da fruta são muitas vezes utilizados em estudos porque o seu tempo de vida curto permite que os cientistas avaliem uma variedade de efeitos biológicos básicos ao longo de um período relativamente pequeno de tempo, e os resultados fornecem pistas para uma melhor compreensão das doenças e processos biológicos em seres humanos.
A diferença nos resultados entre as moscas alimentadas com as dietas diferentes poderia ser devido aos efeitos de pesticidas e fungicidas em alimentos convencionais, ou pode ser devido a um maior nível de nutrientes no produto orgânico.
Uma ideia intrigante levanta a questão de saber se as plantas organicamente cultivadas produzem compostos naturais para repelir pragas e fungos, e se esses compostos oferecem benefícios adicionais de saúde para moscas, animais e seres humanos que consomem alimentos orgânicos. “Não existem dados concretos sobre isso, mas é algo que eu gostaria de aprofundar”, disse o Dr. Bauer.
Tendencia quanto aos transgênicos.
O que são os transgênicos, afinal?
A verdade é que os alimentos transgênicos têm sido estudados intensamente, mas parecem muito incompreendidos pelo sociedade em geral. As maçãs de que falamos foram modificadas com genes de Granny Smith e Golden Delicious (variedades de maçãs) para suprimir a enzima que causa o escurecimento da fruta.
Os biólogos também introduziram genes para fazer as macieiras mais resistentes a herbicidas. Essas características já dominam os mais de 430 milhões de hectares de culturas de alimentos geneticamente modificados que foram plantadas em todo o mundo. Os cientistas estão trabalhando em variedades que sobrevivem a outras doenças, secas e inundações também.
Então, o que, exatamente, é que os consumidores têm a temer? Resposta: muito pouco, ou quase nada. Vamos a alguns mitos que muita gente acredita, para explicar porque eles não representam o perigo que todo mundo acha:
1. Dizem que a engenharia genética é uma tecnologia radical
Os seres humanos têm manipulado os genes de alimentos há muitos milênios por reprodução seletiva plantas com características desejáveis. Sim: praticamente todas as nossas culturas alimentares foram geneticamente modificadas de alguma forma. Nesse sentido, os transgênicos não são radicais em tudo, ou pelo menos não tanto quanto parecem. Sua técnica, em essência, não difere drasticamente dessa busca tradicional por vegetais melhores.
Veja como funciona a produção de transgênicos: os cientistas extraem um pouco de DNA de um organismo, modificam ou fazem cópias dele, e então o incorporam no genoma da mesma espécie ou de uma outra. Eles fazem isso ou por meio de bactérias para entregar o novo material genético, ou atirando pequenas pelotas de metal revestidas de DNA em células de plantas, meio como uma arma carregada de genes. Enquanto os cientistas não podem controlar exatamente onde esse DNA que vem de fora vai parar, eles podem repetir a experiência até finalmente obter um genoma com a informação certa no lugar certo – fazendo assim o alimento mais perfeito possível.
Esse processo permite uma maior precisão para a agricultura. Peggy G. Lemaux, um biólogo da Universidade da Califórnia (EUA), explica que “com os transgênicos, sabemos qual é a informação genética que estamos usando, sabemos para onde vai no genoma, e podemos ver se ele está perto de um alérgeno ou uma toxina. E isso não é verdade quando você cruza diferentes variedades no processo tradicional de plantação. Sem a ajuda da genética, o processo se transforma em uma loteria.
2. Dizem que os transgênicos são muito novos para sabermos se são de fato perigosos
Depende de como você define “novo”. As plantas geneticamente modificadas apareceram pela primeira vez em laboratório em meados coincidido a década de 80 e se tornaram um produto comercial em 1994. Desde então, mais de 1.700 estudos de segurança a respeito desses alimentos já foram publicados, incluindo cinco longos relatórios do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA, que incidem sobre a saúde humana e a saúde do meio ambiente também. O consenso científico é que os transgênicos existentes não são mais ou menos arriscados do que as culturas convencionais. São apenas diferentes.
3. Dizem que os agricultores não podem replantar as sementes geneticamente modificadas
Os chamados exterminadores de genes, que podem tornar as sementes estéreis, nunca de fato saíram do escritório de patentes na década de 1990. As empresas de sementes exigem que os agricultores assinem acordos que proíbem a replantação a fim de garantir as vendas anuais, mas Kent Bradford, um cientista botânico na Universidade da Califórnia, garante que os produtores comerciais de grande porte normalmente não guardam sementes de qualquer maneira. O milho é um híbrido de duas linhas da mesma espécie, de modo que suas sementes não passam traços para a próxima geração. Sementes de algodão e de soja poderiam ser salvas, mas a maioria dos agricultores não se incomoda com isso. O motivo, segundo Bradford, é bem simples: a qualidade da semente deteriora, o que faz com que essa prática não seja rentável.
4. Dizem que nós simplesmente não precisamos de alimentos transgênicos, porque existem outros tipos de alimentos
Ok. Os transgênicos provavelmente não vão resolver sozinhos TODOS os problemas alimentares do mundo. Mas com as mudanças climáticas e o crescimento da população ameaçando o abastecimento de alimentos, culturas geneticamente modificadas poderiam aumentar significativamente a produção alimentar. “Os transgênicos são apenas uma ferramenta para garantir a segurança alimentar do planeta quando tivermos mais dois bilhões de habitantes até 2050″, diz Pedro Sanchez, diretor de Agricultura e Alimentação da Central de Segurança do Instituto da Terra da Universidade Columbia (EUA). Ele reforça que os transgênicos não são a única resposta, mas com certeza são um apoio essencial que não pode ser ignorado.
5. Dizem que os transgênicos causam alergias, câncer e outros problemas de saúde
Muitas pessoas se preocupam que a engenharia genética introduza proteínas perigosas, especialmente alérgenos e toxinas, na cadeia alimentar. É uma preocupação razoável porque, teoricamente, é possível que um novo gene possa expressar uma proteína que provoque uma resposta imune. É por isso que as empresas de biotecnologia consultam o departamento de alimentos dos governos sobre potenciais alimentos transgênicos e realizam uma extensa bateria de testes sobre sua alergia e toxicidade. Se o produto não for seguro, o governo pode simplesmente proibi-lo de ser comercializado.
6. Dizem que todas as pesquisas sobre os transgênicos foram financiadas pela Big Ag
Vamos começar do começo. A “Big Ag” é um complexo de 6 grandes empresas que são as responsáveis pela produção de 3/4 dos pesticidas utilizados em todo o mundo. São elas: Monsanto, Syngenta, Dow AgroSciences, DuPont, Bayer e BASF. As 5 primeiras dessa lista também vendem mais da metade das sementes utilizadas no mundo todo por agricultores – o que naturalmente inclui uma leva de sementes geneticamente modificadas. Com toda essa abrangência – e interesse direto na questão dos transgênicos – é normal que as teorias da conspiração acreditem que o grupo financie as pesquisas para esconder uma verdade obscura e superpolêmica.
Mas isso simplesmente não é verdade. Durante a última década, centenas de pesquisadores independentes publicaram estudos de segurança e revisão de levas e mais levas de alimentos transgênicos. Pelo menos uma dúzia de grupos médicos e científicos em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde e a Associação Americana para o Avanço da Ciência, afirmaram que os alimentos transgênicos atualmente aprovados para o mercado são totalmente seguros.
7. Dizem que culturas geneticamente modificadas exigem que os agricultores façam uso excessivo de pesticidas e herbicidas
Essa afirmação requer um pouco de análise. Dois transgênicos relevantes dominam o mercado atualmente. O primeiro permite que as culturas expressem uma proteína a partir da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), que é tóxica para determinados insetos. Esse também é o ingrediente ativo em pesticidas utilizados pelos agricultores orgânicos. E, pasme: os alimentos cultivados com Bt têm exigido um uso drasticamente reduzido de inseticidas químicos em algumas regiões, segundo Bruce Tabashnik, entomologista da Universidade do Arizona (EUA).
O segundo permite que produção tolere o herbicida glifosato, para que os agricultores possam pulverizar campos inteiros e ainda matar apenas as ervas daninhas. O uso do glifosato tem subido nos EUA uma vez que estes transgênicos foram introduzidos em 1996. Mas o glifosato é um dos mais leves herbicidas disponíveis, com uma toxicidade 25 vezes menor do que a cafeína, por exemplo. Seu uso tem diminuído a dependência de alternativas mais tóxicas, como a atrazina.
8. Dizem que os transgênicos criam superinsetos e superervas daninhas
Se os agricultores usam apenas e confiam cegamente no Bt ou no glifosato, então a resistência a pesticidas é inevitável, segundo Tabashnik. Isso é análogo a antibióticos, que criam bactérias mais resistentes a eles com seu uso excessivo. É um problema crescente, que tem uma solução: a prática de manejo integrado de pragas, que inclui a rotação entre culturas. O mesmo vale para qualquer tipo de agricultura, não só a transgênica.
9. Dizem que os transgênicos prejudicam espécies de insetos benéficos
Isso foi em parte desmentido. Os inseticidas Bt se anexam a proteínas encontradas nos intestinos de alguns insetos, matando espécies selecionadas. Para a maioria dos insetos, um campo de culturas Bt é mais seguro do que um pulverizado com um inseticida que mata indiscriminadamente.
Mas as borboletas monarcas produzem as mesmas proteínas como uma das pragas-alvo da Bt, e um experimento de laboratório feito em 1999 na Universidade Cornell (EUA) mostrou que alimentar larvas com serralha revestida em pólen do milho Bt poderia matá-las. Cinco estudos publicados em 2001, no entanto, descobriram que as monarcas não estão expostas a níveis tóxicos de pólen Bt em estado selvagem. Em 2012, um estudo realizado pelas Universidades de Iowa e de Minnesota sugeriu que glifosato resistente a transgênicos é o responsável pelo recente declínio populacional monárquico. O herbicida da serralha (única fonte de alimentos das larvas) mata dentro da cultura e nas imediações onde é aplicado.
10. Dizem que genes modificados se espalham para outras culturas e plantas silvestres, derrubando o ecossistema
A primeira parte certamente poderia ser verdade: plantas trocam material genético o tempo todo por meio de pólen, que carrega seu DNA – incluindo quaisquer possíveis trechos geneticamente modificados. Mas, de acordo com Wayne Parrott, geneticista na Universidade de Georgia (EUA), o risco para fazendas vizinhas é relativamente baixo. Para começar, é possível reduzir a chance de polinização cruzada pelo escalonamento do calendário de plantio, de modo que os campos polinizam durante diferentes intervalos de tempo.
Agricultores que trabalham com a cultura de transgênicos adjacente a campos orgânicos já fazem isso. E se algum pólen transgêncio florescer em um campo orgânico, não vai necessariamente anular o estatuto orgânico. Mesmo os alimentos que carregam o rótulo de não transgênicos podem ser 0,5% transgênicos em peso seco.
Descrição
Os transgênicos, estão por toda parte – basta procurar o símbolo que caracteriza estes produtos impressa nas embalagens de alimentos - um T preto, envolto em um triângulo amarelo. Sugestão: colocar a foto do T no triângulo.
Apesar disso, muitas pessoas ainda desconhecem o que, exatamente, significa um alimento ser transgênico – no Brasil são autorizadas as culturas de soja, milho, algodão e feijão – assim como suas consequências para a saúde. Por isso, esclarecemos para você as principais dúvidas que existem em relação ao tema.
Uma boa notícia dentro desse assunto tão polêmico é que, ao contrário de nosso teste em 2012, desta vez não encontramos milho ou soja transgênico em nenhum dos 40 produtos que avaliamos. Entretanto, ressaltamos que se trata de um resultado pontual, pois se refere aos lotes específicos dos produtos inspecionados, abaixo.
A letra "T” (como na imagem acima) deve estar impresso em rótulos que tenham 1% ou mais de matéria-prima geneticamente modificada.
O que é um OGM?
OGM, ou Organismo Geneticamente Modificado, é toda entidade biológica cujo material genético foi alterado artificialmente por alguma técnica de engenharia genética. A tecnologia, usada para criar plantas geneticamente modificadas para o cultivo de alimentos, permite que genes individuais selecionados sejam transferidos de um organismo para outro, até mesmo entre espécies não relacionadas.
Transgênicos e OGM são a mesma coisa?
Não exatamente. Todos os transgênicos são OGM, mas nem todos os OGM são transgênicos. Quando inserimos num organismo um gene que pertence a outra espécie para melhorar as características desse organismo, criamos um transgênico.
Por outro lado, se introduzimos num organismo um gene que já pertenceu a essa mesma espécie, mas que por razões evolutivas esse gene se perdeu, criamos um OGM, que, assim, não é considerado um transgênico.
Alimentos com ingredientes transgênicos trazem riscos à saúde?
Pela ausência de estudos de longo prazo e totalmente independentes, ainda não há uma resposta definitiva para essa pergunta. Mas pesquisas apontam, sim, malefícios à saúde. Quem consome alimentos transgênicos está mais sujeito a alergias, à resistência bacteriana, devido à redução da eficácia de medicamentos à base de antibióticos, e ao aumento de resíduos tóxicos.
Quais são os OGM aprovados no Brasil e quem os produz?
As culturas autorizadas no Brasil são soja, milho, algodão e feijão. Elas são produzidas quase que exclusivamente por um pequeno grupo de indústrias de biotecnologia que domina a produção de sementes, agrotóxicos e fármacos: Monsanto, Basf, Bayer, Du Pont e Syngenta (entre outras).
O Ministério da Agricultura é o órgão que responde pela autorização e pela fiscalização no país, após aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
Como consigo saber se estou ingerindo um alimento geneticamente modificado?
É preciso ficar, literalmente, de olho nas embalagens, a fim de identificar o “T” que indique que o produto contenha mais de 1% de matéria-prima geneticamente modificada. O consumidor deve ser informado, ainda, sobre a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.
Wellington
Professor reprova a turma inteira.
Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.
Essa classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza
ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria, ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”.
Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos, esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas, as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.
O professor explicou: “O experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande”. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto o exemplo de Cuba, Coréia do Norte, Venezuela. E o Brasil e a Argentina, que estão chegando lá…”
1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter que trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, chegamos ao começo do fim de uma nação.
É o mais puro retrato do Brasil que vivemos.
Já dizia Margaret Thatcher, “O Socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”.
Professor reprova a turma inteira.
Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.
Essa classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza
ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria, ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”.
Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos, esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas, as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.
O professor explicou: “O experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande”. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto o exemplo de Cuba, Coréia do Norte, Venezuela. E o Brasil e a Argentina, que estão chegando lá…”
1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter que trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, chegamos ao começo do fim de uma nação.
É o mais puro retrato do Brasil que vivemos.
Já dizia Margaret Thatcher, “O Socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”.
Wellington
O glúten refere-se às proteínas encontradas no endosperma do trigo (um tipo de tecido vegetal). É base para fazer farinha. O glúten nutre embriões vegetais durante a germinação e pode, posteriormente, afetar a “elasticidade” de uma massa, o que por sua vez afeta a textura (na hora de mastigar) de produtos feitos de trigo. Ele é composto de duas proteínas diferentes: gliadina e glutenina. Embora o glúten “verdadeiro” seja por vezes definido como sendo específico do trigo, o glúten é parte comum de outros grãos de cereais, incluindo centeio e cevada, porque estes grãos também contêm compósitos feitos a partir de proteínas prolaminas e glutelinas (como a gliadina e a glutenina, respectivamente).
Algumas pessoas são intolerantes ao glúten, ou seja, seus corpos produzem uma resposta imunológica anormal quando quebra o glúten de trigo e grãos relacionados durante a digestão. A forma mais conhecida de intolerância ao glúten é a doença celíaca. Quando alguém com doença celíaca consome glúten, provoca uma resposta imune que danifica seus intestinos, impedindo-os de absorver nutrientes vitais. Apesar de ser muito antiga, o conhecimento científico a respeito da doença era fraco até algumas décadas atrás.
Como ela não tem um sintoma característico, o diagnóstico torna-se difícil e muitas pessoas nem sabem que possuem a condição – o que pode atrapalhar muito na sua qualidade de vida. Estima-se que 1% da população mundial tenha doença celíaca e não saiba, o que pode representar quase duas milhões de pessoas no Brasil. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da doença celíaca do Ministério da Saúde brasileiro, a doença atinge pessoas de todas as idades, mas compromete principalmente crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Também é observada com frequência maior em pacientes do sexo feminino. Por ser de caráter hereditário, é imprescindível que parentes em primeiro grau de celíacos se submetam ao teste para sua detecção. Entre outros tipos de intolerância ao glúten, há a alergia ao trigo, que é uma alergia alimentar clássica marcada por reações de pele, respiratórias ou gastrointestinais aos alérgenos de trigo. Recentemente, os cientistas também descobriram uma outra forma potencial de intolerância, chamada de sensibilidade ao glúten.
Depois de consumir glúten, os pacientes podem experimentar muitos sintomas da doença celíaca, tais como diarreia, fadiga e dor nas articulações, mas não parecem ter intestinos danificados. Nos casos de intolerância ao glúten, os médicos normalmente recomendam uma dieta livre da proteína. Os pacientes devem evitar comer todo e qualquer alimento e ingrediente que contenha glúten, incluindo pão, cerveja, batata frita, macarrão e até mesmo algumas sopas (salvo as que indiquem “não conter glúten”). Nos últimos anos, muitas pessoas sem intolerância já tentaram fazer dietas sem glúten. Especialistas alertam que fazer essa dieta sem precisar pode ser prejudicial para a saúde de uma pessoa, já que alimentos sem glúten são muitas vezes deficientes em nutrientes.
Da mesma forma que a gordura trans, o glúten se tornou “inimigo público” em dietas do mundo todo. Mesmo sem grande base científica, milhões de pessoas resolveram aboli-lo de seus cardápios – o que não é necessariamente uma boa ideia, como você lerá a seguir. Esse, como tantos outros, é um daqueles casos de que as aparências (dos boatos) podem enganar.
O glúten não é o vilão que todo mundo pensa
O glúten é uma proteína encontrada em produtos à base de grãos (como massas, cerveja e biscoitos) e, se considerarmos a trajetória da humanidade, passou a fazer parte da nossa dieta há pouco tempo (9,5 mil anos antes de Cristo). De fato, o corpo humano não está adaptado para digeri-lo com eficiência.
Contudo, isso não é motivo para simplesmente deixar de consumir glúten – a menos que você tenha intolerância ou doença celíaca; nesse caso, uma dieta alternativa é obrigatória para sua saúde.
Para começo de conversa, nosso corpo também não está tão adaptado para digerir lactose, e mesmo assim a maioria das pessoas pode consumi-lo sem grandes problemas – com exceção, mais uma vez, de quem tem intolerância.
O grande problema de adotar uma dieta livre de glúten sem necessidade está em seus substitutos: açúcares e gorduras, usados por fabricantes de alimentos para cumprir a função de “dar liga” exercida (com maestria, vale dizer…) pelo glúten.
Além disso, é difícil voltar a consumi-lo depois de um tempo, já que o corpo humano tem uma certa dificuldade natural para digerir a proteína.
Existem exames para descobrir se você tem intolerância leve ou moderada a glúten, ou até mesmo doença celíaca, que é mais séria. Se esse não for o seu caso, não precisa fugir dele (mas também não exagere nas massas e cerveja, é claro).
O glúten refere-se às proteínas encontradas no endosperma do trigo (um tipo de tecido vegetal). É base para fazer farinha. O glúten nutre embriões vegetais durante a germinação e pode, posteriormente, afetar a “elasticidade” de uma massa, o que por sua vez afeta a textura (na hora de mastigar) de produtos feitos de trigo. Ele é composto de duas proteínas diferentes: gliadina e glutenina. Embora o glúten “verdadeiro” seja por vezes definido como sendo específico do trigo, o glúten é parte comum de outros grãos de cereais, incluindo centeio e cevada, porque estes grãos também contêm compósitos feitos a partir de proteínas prolaminas e glutelinas (como a gliadina e a glutenina, respectivamente).
Algumas pessoas são intolerantes ao glúten, ou seja, seus corpos produzem uma resposta imunológica anormal quando quebra o glúten de trigo e grãos relacionados durante a digestão. A forma mais conhecida de intolerância ao glúten é a doença celíaca. Quando alguém com doença celíaca consome glúten, provoca uma resposta imune que danifica seus intestinos, impedindo-os de absorver nutrientes vitais. Apesar de ser muito antiga, o conhecimento científico a respeito da doença era fraco até algumas décadas atrás.
Como ela não tem um sintoma característico, o diagnóstico torna-se difícil e muitas pessoas nem sabem que possuem a condição – o que pode atrapalhar muito na sua qualidade de vida. Estima-se que 1% da população mundial tenha doença celíaca e não saiba, o que pode representar quase duas milhões de pessoas no Brasil. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da doença celíaca do Ministério da Saúde brasileiro, a doença atinge pessoas de todas as idades, mas compromete principalmente crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Também é observada com frequência maior em pacientes do sexo feminino. Por ser de caráter hereditário, é imprescindível que parentes em primeiro grau de celíacos se submetam ao teste para sua detecção. Entre outros tipos de intolerância ao glúten, há a alergia ao trigo, que é uma alergia alimentar clássica marcada por reações de pele, respiratórias ou gastrointestinais aos alérgenos de trigo. Recentemente, os cientistas também descobriram uma outra forma potencial de intolerância, chamada de sensibilidade ao glúten.
Depois de consumir glúten, os pacientes podem experimentar muitos sintomas da doença celíaca, tais como diarreia, fadiga e dor nas articulações, mas não parecem ter intestinos danificados. Nos casos de intolerância ao glúten, os médicos normalmente recomendam uma dieta livre da proteína. Os pacientes devem evitar comer todo e qualquer alimento e ingrediente que contenha glúten, incluindo pão, cerveja, batata frita, macarrão e até mesmo algumas sopas (salvo as que indiquem “não conter glúten”). Nos últimos anos, muitas pessoas sem intolerância já tentaram fazer dietas sem glúten. Especialistas alertam que fazer essa dieta sem precisar pode ser prejudicial para a saúde de uma pessoa, já que alimentos sem glúten são muitas vezes deficientes em nutrientes.
Da mesma forma que a gordura trans, o glúten se tornou “inimigo público” em dietas do mundo todo. Mesmo sem grande base científica, milhões de pessoas resolveram aboli-lo de seus cardápios – o que não é necessariamente uma boa ideia, como você lerá a seguir. Esse, como tantos outros, é um daqueles casos de que as aparências (dos boatos) podem enganar.
O glúten não é o vilão que todo mundo pensa
O glúten é uma proteína encontrada em produtos à base de grãos (como massas, cerveja e biscoitos) e, se considerarmos a trajetória da humanidade, passou a fazer parte da nossa dieta há pouco tempo (9,5 mil anos antes de Cristo). De fato, o corpo humano não está adaptado para digeri-lo com eficiência.
Contudo, isso não é motivo para simplesmente deixar de consumir glúten – a menos que você tenha intolerância ou doença celíaca; nesse caso, uma dieta alternativa é obrigatória para sua saúde.
Para começo de conversa, nosso corpo também não está tão adaptado para digerir lactose, e mesmo assim a maioria das pessoas pode consumi-lo sem grandes problemas – com exceção, mais uma vez, de quem tem intolerância.
O grande problema de adotar uma dieta livre de glúten sem necessidade está em seus substitutos: açúcares e gorduras, usados por fabricantes de alimentos para cumprir a função de “dar liga” exercida (com maestria, vale dizer…) pelo glúten.
Além disso, é difícil voltar a consumi-lo depois de um tempo, já que o corpo humano tem uma certa dificuldade natural para digerir a proteína.
Existem exames para descobrir se você tem intolerância leve ou moderada a glúten, ou até mesmo doença celíaca, que é mais séria. Se esse não for o seu caso, não precisa fugir dele (mas também não exagere nas massas e cerveja, é claro).
Wellington
As notícias ambientais são geralmente desanimadoras e focam no desmatamento e perda de habitat. No entanto, uma nova pesquisa australiana publicada na revista Nature Climate Change mostra que o mundo tem, na verdade, ficado mais verde ao longo da última década.
Isso exclui o Brasil, que tem definitivamente ficado mais marrom. Porém, apesar do desmatamento em curso na América do Sul e no Sudeste Asiático, o declínio de plantas nessas regiões foi compensado pela recuperação de florestas fora dos trópicos e um novo crescimento vegetal em regiões mais secas, como savanas e matagais da África e da Austrália.
Isso não significa que podemos parar de nos preocupar com nossas emissões de carbono crescentes. O clima está ficando mais quente, e há dúvidas de por quanto tempo esse aumento de plantas poderá segurar a barra do aquecimento global.
A medição
Os pesquisadores utilizaram medições de satélite para mapear mudanças na biomassa (vegetação acima do solo) da Terra, através de mudanças na radiação de radiofrequência emitida a partir da superfície da Terra, uma técnica chamada de sensoriamento remoto de micro-ondas.
A radiação varia com a temperatura, umidade do solo e a blindagem de água nessa biomassa.
A informação de vários satélites foi combinada com dados que já possuíamos da vegetação nas duas últimas décadas, o que permitiu que os cientistas acompanhassem as mudanças globais mês a mês, algo que não era possível antes.
Verificou-se que, entre o período de 2003 a 2012, a quantidade total de vegetação acima do solo aumentou resultando em cerca de 4 bilhões de toneladas de carbono a mais sendo absorvidas.
Perda em um canto, ganho em outro
A análise global mostra perdas de vegetação em muitas regiões, particularmente na região dos trópicos da América do Sul e do Sudeste Asiático.
Como esperado, as maiores quedas foram no chamado “Arco do Desmatamento”, na borda sudeste das vastas florestas da Amazônia. No sudeste da Ásia, os maiores declínios foram vistos nas províncias indonésias de Sumatra e Kalimantan.
No entanto, essas perdas foram compensadas por aumentos na biomassa em outras partes do mundo. Por exemplo, as florestas têm crescido de forma espontânea em terras agrícolas abandonadas após a queda do comunismo na Rússia e nos países vizinhos, enquanto os grandes projetos de plantação de árvores na China têm adicionado muito à biomassa global.
Os pesquisadores encontraram também grandes aumentos de vegetação em savanas e matagais da Austrália, África e América do Sul. Esse efeito pode estar relacionado com os padrões de chuva.
Mais vegetação desacelera, mas não impede as alterações climáticas
A vegetação desempenha um papel importante em retardar a mudança climática. Cerca de um quarto de todas as emissões de carbono de atividades humanas são removidas pela vegetação terrestre.
No entanto, ainda não sabemos como o aumento da variabilidade do clima que acompanha a mudança climática afetará este “sumidouro de carbono” terrestre no futuro. Isto é particularmente verdadeiro para os ecossistemas sazonalmente secos que experimentam incêndios, como as savanas da Austrália, onde um único evento pode facilmente remover o carbono armazenado na biomassa ao longo de muitos anos anteriores.
Com a vegetação terrestre removendo cerca de um quarto das emissões de carbono das atividades humanas e os oceanos globais removendo mais um quarto, metade de nossas emissões de CO2 ainda permanece na atmosfera. Portanto, é óbvio que continuam necessárias grandes reduções de emissões globais de combustíveis fósseis.
As notícias ambientais são geralmente desanimadoras e focam no desmatamento e perda de habitat. No entanto, uma nova pesquisa australiana publicada na revista Nature Climate Change mostra que o mundo tem, na verdade, ficado mais verde ao longo da última década.
Isso exclui o Brasil, que tem definitivamente ficado mais marrom. Porém, apesar do desmatamento em curso na América do Sul e no Sudeste Asiático, o declínio de plantas nessas regiões foi compensado pela recuperação de florestas fora dos trópicos e um novo crescimento vegetal em regiões mais secas, como savanas e matagais da África e da Austrália.
Isso não significa que podemos parar de nos preocupar com nossas emissões de carbono crescentes. O clima está ficando mais quente, e há dúvidas de por quanto tempo esse aumento de plantas poderá segurar a barra do aquecimento global.
A medição
Os pesquisadores utilizaram medições de satélite para mapear mudanças na biomassa (vegetação acima do solo) da Terra, através de mudanças na radiação de radiofrequência emitida a partir da superfície da Terra, uma técnica chamada de sensoriamento remoto de micro-ondas.
A radiação varia com a temperatura, umidade do solo e a blindagem de água nessa biomassa.
A informação de vários satélites foi combinada com dados que já possuíamos da vegetação nas duas últimas décadas, o que permitiu que os cientistas acompanhassem as mudanças globais mês a mês, algo que não era possível antes.
Verificou-se que, entre o período de 2003 a 2012, a quantidade total de vegetação acima do solo aumentou resultando em cerca de 4 bilhões de toneladas de carbono a mais sendo absorvidas.
Perda em um canto, ganho em outro
A análise global mostra perdas de vegetação em muitas regiões, particularmente na região dos trópicos da América do Sul e do Sudeste Asiático.
Como esperado, as maiores quedas foram no chamado “Arco do Desmatamento”, na borda sudeste das vastas florestas da Amazônia. No sudeste da Ásia, os maiores declínios foram vistos nas províncias indonésias de Sumatra e Kalimantan.
No entanto, essas perdas foram compensadas por aumentos na biomassa em outras partes do mundo. Por exemplo, as florestas têm crescido de forma espontânea em terras agrícolas abandonadas após a queda do comunismo na Rússia e nos países vizinhos, enquanto os grandes projetos de plantação de árvores na China têm adicionado muito à biomassa global.
Os pesquisadores encontraram também grandes aumentos de vegetação em savanas e matagais da Austrália, África e América do Sul. Esse efeito pode estar relacionado com os padrões de chuva.
Mais vegetação desacelera, mas não impede as alterações climáticas
A vegetação desempenha um papel importante em retardar a mudança climática. Cerca de um quarto de todas as emissões de carbono de atividades humanas são removidas pela vegetação terrestre.
No entanto, ainda não sabemos como o aumento da variabilidade do clima que acompanha a mudança climática afetará este “sumidouro de carbono” terrestre no futuro. Isto é particularmente verdadeiro para os ecossistemas sazonalmente secos que experimentam incêndios, como as savanas da Austrália, onde um único evento pode facilmente remover o carbono armazenado na biomassa ao longo de muitos anos anteriores.
Com a vegetação terrestre removendo cerca de um quarto das emissões de carbono das atividades humanas e os oceanos globais removendo mais um quarto, metade de nossas emissões de CO2 ainda permanece na atmosfera. Portanto, é óbvio que continuam necessárias grandes reduções de emissões globais de combustíveis fósseis.
Wellington
Germano Lüders/EXAME

EXAME.com revelou a atual carteira de investimentos de Lírio Parisotto, o maior investidor pessoa física da BM&FBovespa. O fundo Geração L. PAR FIA, do bilionário, possui um patrimônio de 2,2 bilhões de reais dividido entre ações do Banco do Brasil, Bicbanco, Bradespar, Cielo, Celesc, Eletropaulo, Eternit, Grendene, Redecard, CSN, Tecnisa, Transmissão Paulista e Usiminas. O histórico de resultados é um dos mais impressionantes da indústria de fundos mundial. Desde 1998, o Geração L. PAR obteve uma rentabilidade de 5.491%, contra 749% do Ibovespa e 613% do CDI.
Parte da explicação para que o fundo caia menos do que o Ibovespa nos anos ruins e bata consistentemente o índice nos anos bons está na filosofia de investimentos de Parisotto. O fundo procura comprar ações que pagam bons dividendos e também gera receitas com o aluguel de papéis que estão em carteira e com o lançamento de opções que dificilmente serão exercidas. Apenas neste ano, 220 milhões de reais entrarão em caixa do fundo com essas estratégias.
Parisotto também afirma que não gosta de imóveis, não faz day trade (compra e venda de ativos em um único dia) e acha que abrir o próprio negócio é ainda mais arriscado do que investir em bolsa. Apenas a renda fixa é considerada por ele uma opção interessante porque, com os juros altos brasileiros, seria possível obter retornos elevados praticamente sem risco. Em palestra promovida pela corretora Geração Futuro na noite desta quarta-feira, em São Paulo, o bilionário explicou os dez mandamentos que o fizeram ganhar tanto dinheiro com ações nos últimos anos:
1 – Não perca tempo com IPOs
Sempre que uma empresa decide fazer a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), é o investidor quem paga a conta. Em primeiro lugar, essas empresas chegam caras ao mercado. Na prática, é o investidor que arca com os custos do road show, as altas comissões dos bancos de investimentos e todo o material publicitário. Qualquer um que leia aquela publicidade toda ficará encantado com a empresa prestes a chegar à bolsa. Os gráficos sempre sobem como um foguete.
O problema é que, na realidade, aquilo tudo nunca acontece. No Geração L. PAR, até existem ações que chegaram recentemente à bolsa, como a Cielo e a Redecard. Mas eu nunca investi 1 centavo em IPO. As ações só entraram na carteira em 2010, quando caíram muito devido à expectativa de maior concorrência no setor de cartões. Desde então, os dois papéis subiram mais de 50%. Até estou vendendo uma parte do que comprei agora.
2 – Não diversifique demais
Compre no máximo uma nova ação por mês e não tenha mais de 12 ou 13 papéis em carteira. É impossível acompanhar de perto muitas empresas. Gastar o tempo lendo balanços de resultados não é algo sexy. O investidor deve se concentrar naquelas empresas e setores que conhece bem e segue de perto.
Meus investimentos estão concentrados em três setores: energia elétrica (Celesc, Eletropaulo e Transmissão Paulista), bancos/serviços financeiros (Banco do Brasil, Bicbanco, Cielo e Redecard) e siderurgia/mineração (Bradespar, CSN e Usiminas). O setor de energia tem essa característica de baixa concorrência e fluxo de caixa praticamente constante. Tenho bancos porque a turma gosta de se endividar. Eu costumava falar mal de bancos em minhas palestras por causa dos juros altos. Como ninguém fazia o que eu dizia, parei de criticar e virei sócio dos bancos.
E gosto das mineradoras porque o Brasil é campeão em competitividade nesse setor. Já a aposta nas siderúrgicas é a de que o país vai continuar a crescer e de que as obras de infraestrutura para a Copa e as Olimpíadas vão demandar muito aço. Os preços estão bem atrativos. As siderúrgicas apanharam demais na bolsa nos últimos meses.
3 – Seja sócio de empresas com vantagens competitivas
É muito importante comprar ações que atuam em mercados sem muitos concorrentes. A lógica é de que eu morro e a empresa fica. Eu não compro ações de empresas aéreas, por exemplo. Acho que qualquer companhia desse setor que não quebrou um dia ainda vai quebrar. Há 15 anos, as líderes de mercado no Brasil eram a Varig, a Vasp e a Transbrasil. Todas quebraram. A American Airlines já foi a maior do mundo e acaba de pedir concordata. Esse setor não tem barreiras de entrada. Um empresário pode financiar um monte de aeronaves e gastar muito pouco para montar uma companhia aérea. Mas as margens de lucro são baixíssimas ou inexistentes.
Outro setor que eu considero muito duro é o de varejo. Já trabalhei como comerciante e sei que é necessária uma gestão muito competente para ganhar dinheiro com isso. Umas 20 varejistas brasileiras quebraram nos últimos anos. Tem o Mappin, a Mesbla, a Arapuã, a G. Aronson. Até existem boas empresas como o Pão de Açúcar, mas a maioria trabalha com margens muito apertadas e pouca proteção contra a concorrência.
4 – Fique longe de empresas com sede em países exóticos
Já é muito difícil entender a confusa legislação brasileira, que vive mudando. Imagine se o analista tiver de compreender também as leis de outro país. Eu não compro a ação de nenhuma empresa negociada na BM&FBovespa que tenha sede fora do Brasil, principalmente nessas ilhas do Caribe. [nota de EXAME.com: entre as empresas da bolsa que têm sede no exterior, estão Laep, GP e Agrenco]
5 – Não invista em empresas que dão prejuízo
Esse pode parecer um conselho óbvio, mas tem muita gente que não o segue. As pessoas querem ficar ricas rapidamente e compram uma empresa em dificuldades na expectativa de que ela vá se recuperar. Isso às vezes acontece, mas é difícil. Eu só compro empresa que dá lucro porque elas não quebram. Estou de olho em lucro e distribuição de dividendos. É por isso que não invisto em uma empresa do Eike Batista. O dia em que as empresas X derem resultado eu vou avaliar.
6 – Liquidez é fundamental
Eu compro ações para ficar com elas durante muito tempo. Mas é sempre bom ter uma porta aberta na hora de entrar ou sair de um investimento. É por isso que é tão importante comprar ações com liquidez.
7 – Procure ações boas e baratas
Há muitas empresas boas na BM&FBovespa. Qualquer um pode ficar sócio de uma empresa com reservas gigantes de petróleo como a Petrobras ou com uma excelente administração como a Vale. Também há diversas ações baratas. O problema é que não adianta ter uma coisa e não ter outra. É preciso ser boa e estar barata. Há alguns anos, eu estava com uma enorme vontade de investir em bancos, mas nunca surgia uma boa oportunidade. Todas as ações do setor estavam caríssimas. Em 2008, com a quebra do Lehman Brothers, surgiram excelentes oportunidades de investir em bancos. Foi quando eu montei minha posição em ações do Bicbanco. Consegui comprar a 2 reais uma ação que meses depois chegou a 18 reais.
Com a crise na Europa, eu acho que neste momento há várias ações baratas na bolsa. Se corrigíssemos pelo IGP-DI o recorde atingido pelo Ibovespa em 2008, chegaríamos a 87.439 pontos. Hoje estamos próximos a 56.000 pontos e o lucro das empresas não parou de crescer. É por isso que acho que estamos diante de uma oportunidade de compra. Não estou dizendo que não pode cair ainda mais. Isso é chamado de renda variável porque é impossível de prever o que vai acontecer. A bolsa chegou a 30.000 pontos em 2008 e pode voltar a isso de novo se a Europa quebrar. O problema é que é impossível saber quando chegou o fundo do poço. O mercado antecipa esses movimentos e quando estiver claro que o pior já passou, os melhores preços também não poderão mais ser encontrados.
Pessoalmente eu acho que os países europeus vão encontrar alguma solução. Cerca de 17% das exportações brasileiras vão para a Europa. Se houver uma queda de 10% nos volumes exportados para a zona do euro, portanto, não será nenhum drama para o Brasil. É por isso que todo meu patrimônio está aplicado em renda variável.
8 – Nunca dê ouvidos aos espíritos santos de orelha
Não ouça dicas quentes sobre ações. Se a pessoa tem informação privilegiada, isso é crime. Se não tem, se é uma informação de jornal, ela já está embutida no preço das ações. O importante é estudar e fazer suas próprias análises antes de investir em uma empresa. Muitos analistas diziam que a bolsa fecharia este ano em 100.000 pontos. O mais pessimista falava em 75.000 pontos. Hoje estamos abaixo dos 60.000 pontos e nada disso aconteceu. Mas não foi o analista que perdeu dinheiro. Ninguém fala nada sobre isso.
9 – Controle o medo na queda e a ganância na alta
Qualquer um fica inseguro quando surge uma enxurrada de más notícias e a bolsa começa a cair. Eu também sinto essa aflição. Mas o que diferencia um investidor sênior de um júnior é a sua capacidade de manter os nervos sob controle quando o mercado todo está apanhando. É preciso saber que a cotação de uma ação do chão não passa para aproveitar as boas oportunidades de compra. Não acho que a Europa vai quebrar, mas, se quebrar, todos estaremos diante de uma excelente oportunidade de compra.
Por outro lado, quando a bolsa está em alta, também é preciso saber que uma árvore não cresce acima do céu. Por mais que pareça que aquele movimento de alta não vai acabar nunca, é preciso saber vender quando o objetivo estiver cumprido. Eu defendo que só seja investido em bolsa aquele dinheiro que não tem prazo para ser resgatado. Se a pessoa investe em bolsa para comprar algo daqui a dois anos, está cometendo um erro. Ainda que dois anos possa ser definido como longo prazo, a bolsa pode estar pior daqui a dois anos. A pessoa deve investir em bolsa até o momento em que possa colher os resultados dessa aplicação.
10 – Aposte em um azarão
Essa é uma forma de se desafiar e conseguir um retorno diferenciado. Encontre uma empresa em que ninguém acredita, mas que tenha um excelente potencial, e compre suas ações. Eu já tive cerca de seis azarões em minha carteira. Felizmente, ganhei muito dinheiro com a maioria. Consegui comprar ações da Randon a 0,20 real e depois esses papéis chegaram a 20 reais. Era uma empresa de Caxias do Sul (RS) que eu conhecia muito bem e que estava realizando os investimentos necessários para crescer no futuro – ainda que estivesse naquela época passando por um momento de dificuldades.
Também ganhei muito dinheiro com Bradespar quando o Bradesco separou seus investimentos não-financeiros nessa holding, que reunia papéis de Vale, CPFL, Scopus e Globocabo (que posteriormente virou NET). Era a época do estouro da bolha da Nasdaq e o mercado precificava esse papel como se fosse uma empresa de tecnologia fracassada devido à presença de Globocabo e Scopus. Mas só a participação que a Bradespar tinha na Vale já valia mais do que o preço de mercado do papel. Cheguei a comprar metade do fundo em ações da Bradespar e ganhei muito dinheiro. Também me dei bem apostando na privatização do Banespa e na venda da Nossa Caixa.
Mas também acontece der perdermos dinheiro com azarões. Hoje temos a Celesc na carteira. Eu achei que haveria melhorias na gestão da empresa, mas até agora isso não aconteceu.
Germano Lüders/EXAME

EXAME.com revelou a atual carteira de investimentos de Lírio Parisotto, o maior investidor pessoa física da BM&FBovespa. O fundo Geração L. PAR FIA, do bilionário, possui um patrimônio de 2,2 bilhões de reais dividido entre ações do Banco do Brasil, Bicbanco, Bradespar, Cielo, Celesc, Eletropaulo, Eternit, Grendene, Redecard, CSN, Tecnisa, Transmissão Paulista e Usiminas. O histórico de resultados é um dos mais impressionantes da indústria de fundos mundial. Desde 1998, o Geração L. PAR obteve uma rentabilidade de 5.491%, contra 749% do Ibovespa e 613% do CDI.
Parte da explicação para que o fundo caia menos do que o Ibovespa nos anos ruins e bata consistentemente o índice nos anos bons está na filosofia de investimentos de Parisotto. O fundo procura comprar ações que pagam bons dividendos e também gera receitas com o aluguel de papéis que estão em carteira e com o lançamento de opções que dificilmente serão exercidas. Apenas neste ano, 220 milhões de reais entrarão em caixa do fundo com essas estratégias.
Parisotto também afirma que não gosta de imóveis, não faz day trade (compra e venda de ativos em um único dia) e acha que abrir o próprio negócio é ainda mais arriscado do que investir em bolsa. Apenas a renda fixa é considerada por ele uma opção interessante porque, com os juros altos brasileiros, seria possível obter retornos elevados praticamente sem risco. Em palestra promovida pela corretora Geração Futuro na noite desta quarta-feira, em São Paulo, o bilionário explicou os dez mandamentos que o fizeram ganhar tanto dinheiro com ações nos últimos anos:
1 – Não perca tempo com IPOs
Sempre que uma empresa decide fazer a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), é o investidor quem paga a conta. Em primeiro lugar, essas empresas chegam caras ao mercado. Na prática, é o investidor que arca com os custos do road show, as altas comissões dos bancos de investimentos e todo o material publicitário. Qualquer um que leia aquela publicidade toda ficará encantado com a empresa prestes a chegar à bolsa. Os gráficos sempre sobem como um foguete.
O problema é que, na realidade, aquilo tudo nunca acontece. No Geração L. PAR, até existem ações que chegaram recentemente à bolsa, como a Cielo e a Redecard. Mas eu nunca investi 1 centavo em IPO. As ações só entraram na carteira em 2010, quando caíram muito devido à expectativa de maior concorrência no setor de cartões. Desde então, os dois papéis subiram mais de 50%. Até estou vendendo uma parte do que comprei agora.
2 – Não diversifique demais
Compre no máximo uma nova ação por mês e não tenha mais de 12 ou 13 papéis em carteira. É impossível acompanhar de perto muitas empresas. Gastar o tempo lendo balanços de resultados não é algo sexy. O investidor deve se concentrar naquelas empresas e setores que conhece bem e segue de perto.
Meus investimentos estão concentrados em três setores: energia elétrica (Celesc, Eletropaulo e Transmissão Paulista), bancos/serviços financeiros (Banco do Brasil, Bicbanco, Cielo e Redecard) e siderurgia/mineração (Bradespar, CSN e Usiminas). O setor de energia tem essa característica de baixa concorrência e fluxo de caixa praticamente constante. Tenho bancos porque a turma gosta de se endividar. Eu costumava falar mal de bancos em minhas palestras por causa dos juros altos. Como ninguém fazia o que eu dizia, parei de criticar e virei sócio dos bancos.
E gosto das mineradoras porque o Brasil é campeão em competitividade nesse setor. Já a aposta nas siderúrgicas é a de que o país vai continuar a crescer e de que as obras de infraestrutura para a Copa e as Olimpíadas vão demandar muito aço. Os preços estão bem atrativos. As siderúrgicas apanharam demais na bolsa nos últimos meses.
3 – Seja sócio de empresas com vantagens competitivas
É muito importante comprar ações que atuam em mercados sem muitos concorrentes. A lógica é de que eu morro e a empresa fica. Eu não compro ações de empresas aéreas, por exemplo. Acho que qualquer companhia desse setor que não quebrou um dia ainda vai quebrar. Há 15 anos, as líderes de mercado no Brasil eram a Varig, a Vasp e a Transbrasil. Todas quebraram. A American Airlines já foi a maior do mundo e acaba de pedir concordata. Esse setor não tem barreiras de entrada. Um empresário pode financiar um monte de aeronaves e gastar muito pouco para montar uma companhia aérea. Mas as margens de lucro são baixíssimas ou inexistentes.
Outro setor que eu considero muito duro é o de varejo. Já trabalhei como comerciante e sei que é necessária uma gestão muito competente para ganhar dinheiro com isso. Umas 20 varejistas brasileiras quebraram nos últimos anos. Tem o Mappin, a Mesbla, a Arapuã, a G. Aronson. Até existem boas empresas como o Pão de Açúcar, mas a maioria trabalha com margens muito apertadas e pouca proteção contra a concorrência.
4 – Fique longe de empresas com sede em países exóticos
Já é muito difícil entender a confusa legislação brasileira, que vive mudando. Imagine se o analista tiver de compreender também as leis de outro país. Eu não compro a ação de nenhuma empresa negociada na BM&FBovespa que tenha sede fora do Brasil, principalmente nessas ilhas do Caribe. [nota de EXAME.com: entre as empresas da bolsa que têm sede no exterior, estão Laep, GP e Agrenco]
5 – Não invista em empresas que dão prejuízo
Esse pode parecer um conselho óbvio, mas tem muita gente que não o segue. As pessoas querem ficar ricas rapidamente e compram uma empresa em dificuldades na expectativa de que ela vá se recuperar. Isso às vezes acontece, mas é difícil. Eu só compro empresa que dá lucro porque elas não quebram. Estou de olho em lucro e distribuição de dividendos. É por isso que não invisto em uma empresa do Eike Batista. O dia em que as empresas X derem resultado eu vou avaliar.
6 – Liquidez é fundamental
Eu compro ações para ficar com elas durante muito tempo. Mas é sempre bom ter uma porta aberta na hora de entrar ou sair de um investimento. É por isso que é tão importante comprar ações com liquidez.
7 – Procure ações boas e baratas
Há muitas empresas boas na BM&FBovespa. Qualquer um pode ficar sócio de uma empresa com reservas gigantes de petróleo como a Petrobras ou com uma excelente administração como a Vale. Também há diversas ações baratas. O problema é que não adianta ter uma coisa e não ter outra. É preciso ser boa e estar barata. Há alguns anos, eu estava com uma enorme vontade de investir em bancos, mas nunca surgia uma boa oportunidade. Todas as ações do setor estavam caríssimas. Em 2008, com a quebra do Lehman Brothers, surgiram excelentes oportunidades de investir em bancos. Foi quando eu montei minha posição em ações do Bicbanco. Consegui comprar a 2 reais uma ação que meses depois chegou a 18 reais.
Com a crise na Europa, eu acho que neste momento há várias ações baratas na bolsa. Se corrigíssemos pelo IGP-DI o recorde atingido pelo Ibovespa em 2008, chegaríamos a 87.439 pontos. Hoje estamos próximos a 56.000 pontos e o lucro das empresas não parou de crescer. É por isso que acho que estamos diante de uma oportunidade de compra. Não estou dizendo que não pode cair ainda mais. Isso é chamado de renda variável porque é impossível de prever o que vai acontecer. A bolsa chegou a 30.000 pontos em 2008 e pode voltar a isso de novo se a Europa quebrar. O problema é que é impossível saber quando chegou o fundo do poço. O mercado antecipa esses movimentos e quando estiver claro que o pior já passou, os melhores preços também não poderão mais ser encontrados.
Pessoalmente eu acho que os países europeus vão encontrar alguma solução. Cerca de 17% das exportações brasileiras vão para a Europa. Se houver uma queda de 10% nos volumes exportados para a zona do euro, portanto, não será nenhum drama para o Brasil. É por isso que todo meu patrimônio está aplicado em renda variável.
8 – Nunca dê ouvidos aos espíritos santos de orelha
Não ouça dicas quentes sobre ações. Se a pessoa tem informação privilegiada, isso é crime. Se não tem, se é uma informação de jornal, ela já está embutida no preço das ações. O importante é estudar e fazer suas próprias análises antes de investir em uma empresa. Muitos analistas diziam que a bolsa fecharia este ano em 100.000 pontos. O mais pessimista falava em 75.000 pontos. Hoje estamos abaixo dos 60.000 pontos e nada disso aconteceu. Mas não foi o analista que perdeu dinheiro. Ninguém fala nada sobre isso.
9 – Controle o medo na queda e a ganância na alta
Qualquer um fica inseguro quando surge uma enxurrada de más notícias e a bolsa começa a cair. Eu também sinto essa aflição. Mas o que diferencia um investidor sênior de um júnior é a sua capacidade de manter os nervos sob controle quando o mercado todo está apanhando. É preciso saber que a cotação de uma ação do chão não passa para aproveitar as boas oportunidades de compra. Não acho que a Europa vai quebrar, mas, se quebrar, todos estaremos diante de uma excelente oportunidade de compra.
Por outro lado, quando a bolsa está em alta, também é preciso saber que uma árvore não cresce acima do céu. Por mais que pareça que aquele movimento de alta não vai acabar nunca, é preciso saber vender quando o objetivo estiver cumprido. Eu defendo que só seja investido em bolsa aquele dinheiro que não tem prazo para ser resgatado. Se a pessoa investe em bolsa para comprar algo daqui a dois anos, está cometendo um erro. Ainda que dois anos possa ser definido como longo prazo, a bolsa pode estar pior daqui a dois anos. A pessoa deve investir em bolsa até o momento em que possa colher os resultados dessa aplicação.
10 – Aposte em um azarão
Essa é uma forma de se desafiar e conseguir um retorno diferenciado. Encontre uma empresa em que ninguém acredita, mas que tenha um excelente potencial, e compre suas ações. Eu já tive cerca de seis azarões em minha carteira. Felizmente, ganhei muito dinheiro com a maioria. Consegui comprar ações da Randon a 0,20 real e depois esses papéis chegaram a 20 reais. Era uma empresa de Caxias do Sul (RS) que eu conhecia muito bem e que estava realizando os investimentos necessários para crescer no futuro – ainda que estivesse naquela época passando por um momento de dificuldades.
Também ganhei muito dinheiro com Bradespar quando o Bradesco separou seus investimentos não-financeiros nessa holding, que reunia papéis de Vale, CPFL, Scopus e Globocabo (que posteriormente virou NET). Era a época do estouro da bolha da Nasdaq e o mercado precificava esse papel como se fosse uma empresa de tecnologia fracassada devido à presença de Globocabo e Scopus. Mas só a participação que a Bradespar tinha na Vale já valia mais do que o preço de mercado do papel. Cheguei a comprar metade do fundo em ações da Bradespar e ganhei muito dinheiro. Também me dei bem apostando na privatização do Banespa e na venda da Nossa Caixa.
Mas também acontece der perdermos dinheiro com azarões. Hoje temos a Celesc na carteira. Eu achei que haveria melhorias na gestão da empresa, mas até agora isso não aconteceu.
Wellington



